terça-feira, 16 de março de 2010

METROVIÁRIOS QUESTIONAM: O QUE ESPERAR DO GDF? A MORAL DA CONFIANÇA OU DA CALÚNIA?

.                  Os Metroviários deflagraram greve a partir do primeiro minuto de segunda-feira, dia 15 de março, em busca de melhores condições de trabalho e de aumento real. Isso é verdade. Contudo, o GDF tem soltado informações que destoam da realidade.
Hoje, no Jornal Correio Braziliense, foi veiculado que o salário dos Agentes de Segurança é de R$ 2.190,00, o que não é verdade. O SindMetrô/DF desafia o GDF a trazer a público um contracheque que possua esse valor de R$ 2.190,00 como salário base.
.                    No Jornal de Brasília, também de hoje, foi veiculado que a categoria está irredutível quanto à questão do reajuste de 120%, o que também não é verdade porque a categoria está aberta a negociações e o GDF sequer apresentou uma proposta de desmembramento dos valores, alternativa que foi sugerida pela comissão de negociação. No mesmo jornal, foi dito que a Comissão de Negociação da categoria se negou a assinar a ata de reunião com o GDF, sendo que ocorreram duas reuniões com o GDF, uma na sexta-feira (12/3), às 18h, com o Governador e outra no Sábado (13/3) com os Secretários de Gestão Administrativa e de Fazenda, onde sequer foi lavrada uma ata para que a mesma fosse ou não assinada.
.                Faz-se necessário que o Governador deixe transparente para a sociedade qual é a moral que rege as negociações entre GDF e os metroviários: se é a moral da confiança, que possibilitou tratativas sem a necessidade de se lavrar a ata, ou se é a moral da calunia e da mentira, citada no Jornal de Brasília. Os metroviários desafiam o GDF a apresentar a ata assinada pelo Governador, pela Secretária de Gestão Administrativa, pelo Secretário da Fazenda e por demais autoridades presentes, porque, como já dito, não houve ata por considerar-se suficiente a palavra de ambas as partes.

.                 Ao afirmar que os metroviários se negam a negociar, o GDF novamente faz uma declaração inverídica, pois o próprio GDF colocou a proposta do reajuste com base no INPC como uma proposta final, afirmando, inclusive, que não negociaria questões referentes à jornada de trabalho e, além disso, sequer sugeriu qualquer reunião após a Assembléia realizada sábado às 20, e, até às 11h de domingo, não convocou qualquer reunião. Quando o GDF afirma que o Metrô só pode funcionar com todos os trabalhadores, fere a lei de greve e decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST). No caso da última greve dos metroviários de São Paulo, em 2007, quando foi mantida pelo sindicato a proposta de um número reduzido de empregados, o julgamento do TST foi no sentido de cancelar a multa que pesava sobre o sindicato dos metroviários de São Paulo e afirmou que pedidos de 60% ou 70% do efetivo inviabilizam a greve e não podem ser aceitos na justiça do trabalho. Cabe salientar que o metrô de SP transporta dois milhões de passageiros por dia e o metrô de Brasília transporta 150 mil, sendo o transporte rodoviário responsável por conduzir de mais de um milhão de passageiros por dia no DF.
.               O GDF está divulgando informações inverídicas com o intuito de descredenciar o movimento legítimo dos metroviários junto à população. Informações que não ajudam em nada a resolver o impasse existente entre Metroviários e GDF, mas sim, acirrar os ânimos da categoria.
.               Os metroviários estão dispostos a negociar. O problema é que o GDF não avança em relação ao índice do INPC e tampouco faz proposta no sentido de recompor as perdas salariais da categoria, seja de forma fragmentada ou total. A categoria reitera que é necessário que o GDF comprove documentalmente as calúnias que vem divulgando na mídia
(reprodução de matéria do site do Sindimetro/DF- clique aqui para o acessar)

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